O que é risco operacional? Saiba como gerenciá-lo de forma eficaz

risco operacional

O risco operacional é o risco de perdas causadas por processos, políticas, sistemas ou eventos falhos que interrompem as operações e causam danos aos negócios. Erros de funcionários e atividades criminosas como fraudes estão entre os fatores que podem desencadear o risco operacional.

Quando a empresa se preocupa em classificar as categorias de risco operacional, ela tem a oportunidade de antecipar essas ameaças e criar estratégias que vão desde a redução do impacto até a erradicação completa do problema. Por isso, ao avaliar o risco operacional, devem ser enfatizadas as medidas de prevenção para eliminar as exposições e garantir respostas bem-sucedidas.

Se não for tratada, a ocorrência de risco operacional pode causar perdas financeiras, desvantagem competitiva, problemas relacionados a funcionários ou fornecedores, e nos casos mais extremos, falência da empresa.

Neste artigo, você vai conhecer quais são os tipos de riscos operacionais, entender como funciona a gestão de riscos e como sua empresa pode se preparar para encontrar a solução, otimizando a gestão de fornecedores através da ferramenta certa.

 

O que é risco operacional?

 

O risco operacional envolve qualquer falha interna de uma empresa, sejam decorrentes de sua estrutura, sistemas, insumos, pessoas, normas ou produtos. Em outras palavras, é qualquer ameaça que possa afetar o padrão de qualidade da operação como um todo. Além disso, as perdas podem ser direta ou indiretamente financeiras.

Por exemplo, um funcionário com treinamento insuficiente pode perder uma oportunidade de vendas ou, indiretamente, pode haver danos à reputação de uma empresa pelo mau atendimento ao cliente. O risco operacional pode se referir tanto ao risco na operação de uma organização quanto aos processos que o gerenciamento de processos usa ao implementar, treinar e aplicar políticas.

O risco operacional também pode ser visto como parte de uma reação em cadeia: questões negligenciadas e falhas de controle – sejam pequenas ou grandes – levam a uma maior materialização de risco, portanto, pode ocasionar em perdas resultantes como falha organizacional, podendo prejudicar os resultados e a reputação de uma empresa.

Além disso, vale ressaltar que muitos riscos operacionais podem até mesmo surgir do relacionamento com fornecedores. Portanto, para minimizar o seu impacto, a gestão contínua do risco é essencial.

 

risco operacional

 

Quais são as causas do risco operacional?

 

As causas do risco operacional podem ter origem em pessoas dentro ou fora da organização, tecnologia, processos ou mesmo eventos externos, incluindo:

 

  • Desastres naturais, como terremotos, furacões ou incêndios florestais, por exemplo;
  • Crises mundiais de saúde, como a pandemia da COVID-19;
  • Peculato, abuso de informações privilegiadas, crimes cibernéticos internos, negligência e outros delitos relacionados ao local de trabalho – por exemplo, assédio sexual, ambiente de trabalho hostil, discriminação, etc.;
  • Violações de conformidade regulatória, quebra de contrato, manipulação de mercado e práticas comerciais desleais;
  • Falha em aderir às políticas ou procedimentos da empresa ou, inversamente, falha em fazer cumprir as políticas;
  • Interrupções na cadeia de suprimentos;
  • Políticas de trabalho injustas ou inconsistentes;
  • Defeitos do produto;
  • Erros humanos, como erros de entrada de dados ou um prazo não cumprido; e
  • Processos internos mal concebidos ou ineficientes.

 

No entanto, o erro humano tende a causar a maioria dos riscos operacionais.

 

Quais são os exemplos de risco operacional?

 

O risco operacional permeia todas as organizações e todos os processos internos. O objetivo da função de gestão de risco operacional é focar nos riscos que têm maior impacto na organização.

As causas de riscos operacionais mencionadas acima podem causar em um ou mais dos seguintes resultados:

  • Interrupção ou falha em toda a empresa;
  • Perda de controle de sistemas ou dados;
  • Perda financeira;
  • Risco de segurança;
  • Danos à reputação;
  • Danos na infraestrutura;
  • Rotatividade de clientes;
  • Rotatividade de funcionários;
  • Responsabilidade legal ou multas regulatórias por danos causados ​​por funcionários intencionalmente ou por negligência;
  • Desvantagem competitiva.

 

perda financeira

 

Como funciona a gestão de risco operacional?

 

Ao lidar com o risco operacional, a empresa deve considerar todos os aspectos de todos os seus objetivos. Como o risco operacional é tão propagado, o objetivo é reduzir e controlar todos os riscos a um nível aceitável.

A gestão de risco operacional tenta reduzir os riscos por meio da identificação de riscos, avaliação, medição e mitigação, além de monitoramento, ao mesmo tempo em que determina quem gerencia o risco operacional.

Existem cinco princípios:

 

Identificação de riscos

 

Primeiramente, a gestão de risco operacional começa com a identificação do que pode dar errado. Como melhor prática, uma estrutura de controle deve ser usada ou desenvolvida para garantir a integridade.

Os riscos devem ser identificados para que possam ser controlados. A identificação de riscos começa com a compreensão dos objetivos da organização. Riscos são qualquer coisa que impeça a organização de atingir seus objetivos.

 

Avaliação de risco

 

A avaliação de risco é um processo sistemático para classificar os riscos em probabilidade e impacto. Ou seja, o resultado da avaliação de risco é uma lista priorizada de riscos conhecidos. O processo de avaliação de risco pode ser semelhante à avaliação de risco feita pela auditoria interna.

 

gestão de risco operacional

 

Medição e mitigação

 

Na avaliação de risco, os riscos são medidos em relação a uma escala consistente para permitir que os riscos sejam priorizados e classificados de forma comparativa entre si. Sendo assim, a mensuração também considera o custo de controle do risco relacionado à exposição potencial.

 

Implementação de controle

 

Uma vez que as decisões de escolha de mitigação de risco são tomadas, o próximo passo é a implementação. Os controles são projetados especificamente para atender o risco em questão. A lógica de controle, objetivo e atividade devem ser claramente documentadas para que os controles possam ser comunicados e executados. Os controles implementados devem focar as atividades de medidas preventivas.

 

Monitoramento

 

Os riscos são monitorados por meio de uma avaliação de risco contínua para determinar quaisquer mudanças ao longo do tempo. Os riscos e eventuais mudanças são reportados à alta administração e ao conselho para facilitar os processos de tomada de decisão.

Como os controles podem ser executados por pessoas que cometem erros ou o ambiente pode mudar, é necessário haver monitoramento dos controles. Portanto, o monitoramento do controle envolve testar o controle quanto à adequação do projeto, implementação e eficácia operacional.

 

monitoramento de risco operacional

 

Qual é o objetivo principal da gestão de risco operacional?

 

Como vimos anteriormente, o principal objetivo da gestão de riscos operacionais é mitigar os riscos das operações diárias de uma empresa. Essa prática tem foco nas operações e exclui outras áreas de risco, como riscos estratégicos e riscos financeiros. Portanto, a gestão de riscos operacionais busca proativamente proteger a organização, eliminando ou minimizando riscos.

Dependendo da organização, o risco operacional pode ter um escopo muito grande. Sob o tópico de operações, algumas organizações podem categorizar risco de fraude, riscos de tecnologia, bem como as operações diárias de equipes financeiras, como contabilidade e finanças.

A aplicação de uma estrutura de controle, seja uma estrutura formal ou um modelo desenvolvido internamente, ajudará na concepção dos processos de controle interno. Além disso, uma abordagem para entender a aparência dos processos de gestão em sua empresa é organizar os riscos operacionais em categorias como riscos de pessoas, riscos de tecnologia e riscos regulatórios.

 

Riscos de pessoas

 

A categoria de pessoas inclui funcionários, clientes, fornecedores e outras partes interessadas. Ou seja, o risco do funcionário inclui erro humano e irregularidades intencionais, como em casos de fraude.

Além disso, os riscos incluem violação da política, orientação insuficiente, treinamento inadequado ou comportamento fraudulento. Fora da organização, existem vários riscos operacionais que incluem pessoas.

Portanto, funcionários, clientes e fornecedores representam um risco maior com as mídias sociais. Monitorar e controlar o aspecto de pessoas em risco operacional é uma das áreas mais importantes.

 

gestão de pessoas

 

Riscos de tecnologia

 

O risco tecnológico do ponto de vista operacional inclui hardware, software, privacidade e segurança. O risco de tecnologia também abrange toda a organização e a categoria de pessoas descrita acima.

Além disso, as limitações de hardware podem prejudicar a produtividade. Os softwares também podem reduzir a produtividade quando os funcionários não têm treinamento para utilizá-los.

Os softwares também podem impactar os clientes à medida que eles interagem com sua organização. As ameaças externas existem quando os hackers tentam roubar dados de clientes. Isso pode levar a informações vazadas do cliente e preocupações com privacidade de dados. Por isso, deve-se atentar às leis com a Lei Geral de Proteção de Dados, conhecida como LGPD.

 

Riscos regulatórios

 

O risco de inconformidade com a regulamentação existe de alguma forma em quase todas as empresas. Algumas indústrias tem mais regulamentos do que outras, mas todas se resumem à operacionalização dos controles internos. Ao longo da última década, o número e a complexidade das regras aumentaram e as penalidades se tornaram mais severas.

 

riscos regulatórios

 

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Para manter uma boa gestão de fornecedores, fazer a gestão de riscos é fundamental. Por isso, realizar a avaliação de fornecedores para obter uma rede de parceiros confiáveis é essencial para mitigar os danos à reputação, produtividade e principalmente, os riscos operacionais.

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