ESG e compliance andam juntos para abrir espaço no mercado, atender exigências regulatórias e reduzir riscos na cadeia de fornecimento.
Enquanto o ESG orienta práticas ambientais, sociais e de governança, o compliance ajuda a transformar esses compromissos em processos, controles e monitoramento contínuo.
E essa integração tem ganhado força nos negócios, afinal, segundo a Reuters, o maior fundo soberano do mundo já utiliza inteligência artificial para identificar riscos ESG ligados à corrupção, fraude e trabalho forçado.
Nesse contexto, entender como aplicar esses conceitos na gestão de fornecedores tornou-se uma prioridade estratégica para muitas empresas.
ESG é a sigla para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança) e trata-se de um conceito que reúne práticas que ajudam as empresas a gerenciar seus impactos ambientais, fortalecer a responsabilidade social e adotar uma governança corporativa ética, transparente e sustentável.
Compliance empresarial, por sua vez, refere-se ao conjunto de processos, políticas e controles adotados para garantir que uma organização esteja em conformidade com leis, regulamentos, normas internas e padrões éticos.
A relação entre ESG e compliance é cada vez mais próxima, pois enquanto o ESG estabelece diretrizes relacionadas à sustentabilidade, responsabilidade social e governança, o compliance cria mecanismos para garantir que esses compromissos sejam efetivamente cumpridos e monitorados dentro da organização.
Na prática, uma estratégia ESG eficiente depende de processos de compliance bem estruturados.
Isso inclui desde a avaliação de fornecedores e profissionais terceirizados até o monitoramento contínuo de fornecedores, auditorias, controles internos e programas de conformidade que assegurem a aplicação das políticas corporativas.
Integrar ESG à gestão de fornecedores exige critérios claros de avaliação, monitoramento contínuo e processos estruturados para acompanhar riscos e conformidade ao longo de toda a relação comercial. Entenda essas etapas.
O primeiro passo é estabelecer critérios ESG que façam parte do processo de homologação dos fornecedores.
A adoção desses parâmetros permite selecionar parceiros alinhados aos valores e objetivos da organização e unem ESG e compliance dentro da sua empresa.
Leia também: Como incorporar a ESG na gestão de fornecedores
Uma análise prévia ajuda a identificar possíveis vulnerabilidades antes do início da relação comercial.
Essa avaliação deve incluir:
Por exemplo, atualmente, muitas empresas utilizam automação para realizar cruzamentos de informações e validações de forma mais rápida e precisa, o que reduz riscos e aumenta a eficiência do processo de homologação.
ESG e compliance não devem ser tratados como uma verificação pontual realizada apenas no momento da contratação.
Mudanças societárias, alterações cadastrais, vencimentos documentais e novos passivos surgirão ao longo do tempo.
Por isso, manter um acompanhamento contínuo permite identificar desvios rapidamente e garantir que os fornecedores permaneçam aderentes aos critérios estabelecidos.
Leia também: Guia de compliance com políticas e normas para fornecedores
A definição de indicadores facilita o acompanhamento dos resultados e o aprimoramento dos processos.
Alguns exemplos incluem:
É a tecnologia que torna a gestão de ESG e compliance operacional em escala ao automatizar processos, reduzir a dependência de análises manuais e ao oferecer visibilidade em tempo real sobre o estado da conformidade na cadeia de fornecedores. Entenda como!
A automação reduz significativamente a dependência de processos manuais uma vez que torna a análise documental mais rápida e padronizada.
Na prática, além de diminuir erros operacionais, ela permite criar fluxos consistentes de validação, o que garante que todos os fornecedores sejam avaliados pelos mesmos critérios.
Outro benefício importante é a rastreabilidade, já que todas as verificações, aprovações e pendências ficam registradas para futuras auditorias e consultas.
Conheça, no vídeo a seguir, tecnologias que automatizam a gestão de terceiros:
A inteligência artificial vem ampliando a capacidade das empresas de identificar riscos de forma preventiva.
Entre as aplicações mais relevantes estão:
Esse movimento já está sendo adotado por organizações de grande porte em nível global.
Por exemplo, segundo a Reuters, o fundo soberano da Noruega, considerado o maior do mundo, passou a utilizar inteligência artificial para avaliar riscos ESG e identificar potenciais problemas relacionados à corrupção, trabalho forçado e governança em milhares de empresas analisadas globalmente.
Segundo relatório divulgado pela Norges Bank Investment Management (NBIM):
"Em até 24 horas após o nosso investimento, as ferramentas de IA identificam novas empresas na carteira de ações do fundo com potenciais ligações a, por exemplo, trabalho forçado, corrupção ou fraude."
Essa é uma referência de como a utilização de inteligência artificial permite ampliar a cobertura das análises, reduzir o tempo de identificação de riscos e apoiar decisões mais estratégicas e embasadas.
No vídeo abaixo, damos mais razões para sua empresa investir em IA na gestão de terceiros:
A gestão eficiente de ESG e compliance depende da capacidade de transformar informações em ações concretas.
Dashboards e indicadores oferecem uma visão consolidada dos riscos, da conformidade documental e do desempenho dos fornecedores em tempo real.
Isso facilita a priorização de situações críticas, o acompanhamento de metas e a tomada de decisões mais rápidas e assertivas.
Sistemas centralizados permitem reunir em um único ambiente todas as informações relacionadas aos fornecedores e profissionais terceirizados.
Assim, na prática, essas plataformas ajudam a consolidar documentos, automatizar validações, acompanhar vencimentos e monitorar riscos continuamente.
Como resultado, as equipes ganham mais controle sobre os processos, reduzem atividades operacionais repetitivas e fortalecem a governança da cadeia de fornecimento.
A Minasligas S.A., uma das principais produtoras brasileiras de ferroligas, silício metálico e microsílica, transformou sua gestão de fornecedores e profissionais terceirizados com o apoio da wehandle.
Antes da implementação, a empresa enfrentava processos descentralizados, avaliações documentais por amostragem e baixa visibilidade dos riscos.
Com a adoção da plataforma, passou a centralizar documentos, automatizar validações e monitorar conformidade em tempo real.
O resultado foi a redução do prazo de mobilização de 15 a 30 dias para apenas 2 a 7 dias, além de índices superiores a 98% de conformidade e 99% de aderência documental.
Automatize a gestão de fornecedores, reduza riscos operacionais e amplie a conformidade da sua cadeia de fornecimento com o apoio da inteligência artificial da wehandle.
ESG é a sigla para Ambiental, Social e Governança. O conceito reúne práticas voltadas à sustentabilidade, responsabilidade social e transparência corporativa. Seu objetivo é ajudar empresas a gerar valor de forma sustentável, equilibrando resultados financeiros, impactos sociais e governança ética.
ESG define princípios relacionados à sustentabilidade e responsabilidade corporativa. Compliance corresponde aos processos e controles que garantem o cumprimento de leis, normas e políticas internas. Enquanto o ESG orienta a estratégia, o compliance ajuda a assegurar sua execução e monitoramento.
Nem sempre existe uma obrigação legal específica para adoção de programas ESG. No entanto, exigências regulatórias, critérios de contratação, demandas de investidores e expectativas do mercado tornam essas práticas cada vez mais importantes para empresas de diferentes portes e segmentos.
A avaliação permite identificar riscos ambientais, sociais e de governança antes da contratação. Isso contribui para reduzir passivos, fortalecer a reputação da empresa, aumentar a conformidade regulatória e construir uma cadeia de fornecimento mais sustentável e segura.
A inteligência artificial pode automatizar análises documentais, cruzar informações de diferentes fontes, identificar inconsistências e monitorar riscos continuamente. Isso reduz atividades manuais, amplia a capacidade de análise e permite decisões mais rápidas e fundamentadas.