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title: "TPRM: o que é e por que minha empresa deve implementar"
description: Descubra como o TPRM pode ajudar sua empresa a gerenciar riscos associados a terceiros e garantir eficiência operacional e conformidade regulatória.
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# [TPRM: o que é e por que minha empresa deve implementar](https://wehandle.com.br/blog/tprm)

 Escrito por [Time wehandle](https://wehandle.com.br/blog/author/time-wehandle) | Apr 25, 2024 3:00:00 AM

Em uma era em que as transformações ocorrem de maneira rápida e demanda adaptação do mercado, as empresas que conseguem se destacar são aquelas que tomam decisões mais ágeis.  Para isso, é importante que as organizações contem com parceiros comerciais que a ajudem a se manterem competitivas. Apesar dessas relações serem cruciais, cada uma delas adiciona riscos, como regulatório, operacional, reputacional e outros. É aí que entra o TPRM. Neste artigo você vai conhecer mais sobre esse conceito e como ele pode ajudar a sua empresa a lidar com terceiros. Boa leitura!

O que é TPRM e qual a sua importância?  
O TPRM significa **Third-Party Risk Management**  que nada mais é do que **Gestão de Riscos de Terceiros** . O termo é usado em ambientes corporativos e de negócios para descrever o processo de identificação, avaliação e mitigação dos riscos associados a terceiros que fazem parte da cadeia de suprimentos, parcerias comerciais ou outras relações de negócios. Os terceiros podem incluir **fornecedores, prestadores de serviços, parceiros comerciais, contratados** , entre outros.

Muitas empresas dependem desses terceiros para operações críticas, mas ao mesmo tempo, a dependência deles pode trazer riscos como: violações de segurança de dados, falhas operacionais e riscos de conformidade.  Fazer a gestão de riscos de terceiros é importante por uma série de motivos, como: 

- proteger dados e a confidencialidade da empresa; 
- manter a [eficiência operacional](https://wehandle.com.br/eficiencia-operacional-o-que-e-e-como-aumenta-la/); 
- mitigar efeitos negativos na imagem da marca; 
- garantir a conformidade regulatória.

## Quais os principais riscos relacionados ao TPRM?

Conheça a seguir alguns dos riscos associados ao TPRM. 

### Risco de segurança cibernética

O risco de segurança cibernética é um dos principais aspectos que as empresas devem considerar ao lidar com terceiros. Caso os dados de um fornecedor sejam comprometidos, isso pode abrir portas para um ataque cibernético, levando à **exposição, roubo ou perda de dados confidenciais**  da contratante.

Dessa forma, para mitigar o problema, é importante checar se o terceiro possui certificações de cibersegurança, como ISO 27001. Isso pode ser um bom indicador de seu compromisso com a segurança.

### Risco operacional 

Se um fornecedor crítico enfrenta dificuldades operacionais, o impacto pode ser sentido nas operações da empresa que contrata seus serviços ou compra seus produtos. Logo, as organizações precisam **gerenciar esse risco por meio de acordos de nível de serviço (SLAs)**  que definem os padrões de desempenho, disponibilidade, tempo de resposta e outras métricas importantes. 

Além do mais, desenvolver planos detalhados de continuidade de negócios que abordem como a empresa responderá a interrupções nos serviços ou fornecimento de terceiros. Isso pode abranger procedimentos para alternar para fornecedores de backup, sistemas redundantes, locais alternativos de produção, entre outros.

### Risco de conformidade

Outro risco relacionado ao TPRM é o de **conformidade com regulamentos, acordos ou legislações** , como a [LGPD](https://wehandle.com.br/quais-sao-as-bases-legais-da-lgpd-entenda-de-forma-simples/) . Por exemplo, gerenciar o risco de conformidade é fundamental para serviços financeiros, organizações governamentais e instalações de saúde. 

Sendo assim, ao integrar um novo terceiro, é essencial realizar uma [due diligence](https://wehandle.com.br/due-diligence-de-fornecedores/)  específica para garantir que eles atendam aos requisitos regulatórios aplicáveis. Revisões de políticas, procedimentos e histórico de conformidade são algumas das ações que podem ser aplicadas.

### Risco reputacional

É preciso estar atento também ao fato de que um terceiro pode **introduzir riscos que impactem negativamente a opinião pública** .  Por exemplo, se um terceiro estiver envolvido em práticas comerciais antiéticas, ilegais ou anti-competitivas, isso pode refletir negativamente na empresa associada. Casos de corrupção, suborno, manipulação de mercado são alguns dos exemplos.

Diante disso, cabe à empresa estabelecer sistemas de monitoramento que alertem para quaisquer atividades suspeitas ou mudanças significativas na situação do terceiro. Dessa maneira, fica mais fácil identificar rapidamente potenciais problemas que possam afetar a [reputação](https://wehandle.com.br/gestao-de-reputacao-construa-e-proteja-a-imagem-da-sua-marca/) .

### Risco financeiro

Ainda é importante destacar o **impacto negativo que um terceiro pode ter no sucesso financeiro da organização** . Por exemplo, a má gestão da cadeia de abastecimento pode reduzir as vendas ou resultar na ausência das mesmas.

É o caso quando o fornecedor não atende aos padrões de qualidade ou segurança exigidos, o que leva a produtos defeituosos ou inseguros, que demandam recalls dispendiosos e ainda causam a perda de confiança do consumidor. Dessa forma se torna importante, realizar análises detalhadas da saúde financeira e estabilidade dos terceiros antes de estabelecer parcerias ou contratos.

## Melhores práticas de TPRM

No tópico anterior foi possível ver de maneira geral quais os principais riscos relacionados ao TPRM e como combatê-los. Agora, você vai conhecer mais detalhes de boas práticas a serem implementadas na empresa como um todo!

### Defina metas organizacionais

O primeiro passo na implementação do TPRM é identificar os riscos que mais podem afetar a empresa. Para obter visão clara do cenário é requerida a **criação de um inventário que diferencie os terceiros e determine as ações necessárias para permanecer protegido** . As organizações maduras definem um mapeamento que abrange riscos financeiros, reputacionais, de conformidade, operacionais, financeiros e outros. Este inventário ajuda a identificar problemas específicos na hora de avaliar relacionamentos com terceiros e a determinar o nível de risco que a organização pode assumir.

Cabe às empresas utilizarem a sua estrutura de gestão de riscos para orientar os proprietários de relacionamentos terceirizados sobre o gerenciamento eficaz desses relacionamentos e dos riscos associados. A incorporação do TPRM num quadro de [gestão de riscos](https://wehandle.com.br/riscos-de-compliance-quais-sao-e-como-fazer-a-gestao-deles/)  pode melhorar significativamente o impacto das políticas.

### Faça a classificação de risco

Cada fornecedor apresenta um **nível diferente de risco e importância para a organização** . Por esse motivo, as empresas devem estabelecer quais terceiros têm maior ou menor prioridade, com base na sua criticidade. Geralmente, isso pode acontecer em três níveis:  

- **Nível 1**: alta criticidade e alto risco.
- **Nível 2**: criticidade e risco médios.
- **Nível 3**: baixa criticidade e risco.

   Grande parte das organizações aborda problemas com fornecedores de nível 1 antes de lidar com riscos de prioridade mais baixa. Esses fornecedores exigem um nível mais alto de diligência, com as organizações coletando mais evidências e gastando mais recursos para garantir a segurança.  O risco inerente do terceiro determina o seu nível de prioridade durante a avaliação inicial. Para isso é necessário considerar aspectos como:

- acesso a dados comerciais e pessoais confidenciais;
- função comercial crítica;
- impacto do [fornecedor](https://wehandle.com.br/5-dicas-para-implementar-uma-gestao-estrategica-de-fornecedores/), caso não preste um serviço, etc. 

### Construa parcerias para monitoramento e avaliação de fornecedores

As estratégias de monitoramento de terceiros ajudam a **avaliar a segurança da empresa em relação aos riscos de terceiros** . Dessa forma, as organizações devem analisar estas estratégias anualmente ou com maior regularidade para garantir que permanecem eficazes.  As ações de monitoramento ajudam a identificar e rastrear partes de alto risco, determinar o volume e o perfil de risco de todo o portfólio de terceiros e analisar grandes eventos de perdas operacionais.

Vale ainda destacar que o monitoramento traz visibilidade sobre falhas na entrega de terceiros. Logo, um programa TPRM ajuda as empresas a estabelecer responsabilidades de gestão de riscos para minimizá-los e estabelecer a supervisão das atividades de terceiros. 

### Execute o monitoramento

Um programa TPRM é uma iniciativa diária e contínua. Depois de definir um processo de **avaliação de risco do fornecedor**  e interagir com os terceirizados, as empresas devem implementar monitoramento contínuo para avaliar potenciais problemas e identificar proativamente mudanças em sua postura de segurança.

Isso é importante, pois permitirá que as organizações avaliem e detectem problemas de segurança e conformidade em tempo real e obtenham uma visão constante do cenário de riscos de terceiros. Entre os principais benefícios temos:  

- **economia de tempo e recursos**: as avaliações manuais costumam ser lentas e caras. Por exemplo, questionários com milhares de perguntas abordando muitas organizações com centenas de fornecedores, normalmente, levam muito tempo e exigem investimento alto de recursos. O monitoramento contínuo ajuda a reduzir esse montante gasto;
- **contexto objetivo**: as empresas podem aproveitar o contexto objetivo para evitar erros humanos e imprecisões. Por exemplo, ela pode verificar se os fornecedores corrigem e verificam malware regularmente e verificar se sua certificação SSL está atualizada. Informações objetivas e observáveis externamente ajudam a verificar a segurança dos fornecedores e sinalizar áreas para acompanhamento.

   O TPRM envolve um importante trabalho dentro das organizações e demanda uma atenção especial daquelas empresas que lidam com muitos terceiros. Logo, centralizar dados desses parceiros é crucial para evitar que problemas afetem a operação.  Para saber mais sobre o assunto, não deixe de ler o nosso artigo: [Tudo que você precisa saber sobre como classificar os riscos na gestão de terceiros](https://wehandle.com.br/tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-como-classificar-os-riscos-na-gestao-de-terceiros/)!

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