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O que considerar na auditoria de fornecedores?

Escrito por Time wehandle | Aug 28, 2025 1:00:00 PM

A auditoria de fornecedores é uma ferramenta crítica para organizações que buscam mitigar riscos, garantir conformidade e fortalecer a governança na cadeia de suprimentos.

Com o aumento das exigências regulatórias, ambientais e sociais, como o combate a condições laborais inadequadas, monitorar fornecedores se tornou essencial.

Auditar esses parceiros, portanto, não é apenas recomendável. É essencial para garantir conformidade, mitigar riscos e proteger a reputação da empresa.

Neste artigo, você vai entender o que deve ser considerado em uma auditoria robusta e os principais critérios de avaliação.

Também vamos abordar quais documentos exigidos para fornecedores precisam ser verificados e como um sistema de gestão de terceiros pode tornar esse processo mais seguro, escalável e eficiente.

A importância da auditoria de fornecedores na estratégia corporativa

Mais do que um exercício de conformidade, a auditoria de fornecedores é uma prática de inteligência operacional.

Ela permite avaliar a capacidade dos parceiros de cumprir requisitos legais, normativos e contratuais,

Além disso, possibilita identificar vulnerabilidades que possam comprometer o desempenho, a imagem ou a segurança jurídica da sua empresa.

Segundo artigo publicado pela EY, os riscos associados à cadeia de suprimentos estão entre os maiores desafios corporativos até 2027.

Neste contexto, o destaque recai sobre questões socioambientais, segurança cibernética, compliance regulatório e sustentabilidade dos processos produtivos.

Diante disso, auditar fornecedores não é apenas uma boa prática, é uma salvaguarda estratégica.

Quais fornecedores devem ser auditados?

Embora toda a cadeia de suprimentos deva ser monitorada, os fornecedores considerados críticos ou estratégicos devem ser priorizados na auditoria. Isso inclui parceiros:

  • Envolvidos em etapas essenciais da produção ou prestação de serviços;
  • Que possuem acesso a dados sensíveis ou ambientes operacionais da empresa;
  • Que atuam em setores regulados (como saúde, alimentos, energia ou financeiro); 
  • Com histórico de não conformidades ou atuação em regiões de alto risco.

Esses fornecedores representam pontos-chave da operação e, portanto, potenciais fontes de passivos ocultos, gargalos ou incidentes legais.

O que considerar em uma auditoria de fornecedores?

A seguir, listamos os principais pontos que precisam ser avaliados para conduzir uma auditoria de fornecedores eficiente e alinhada às boas práticas de governança.

1. Conformidade regulatória e contratual

O primeiro critério da auditoria deve ser a verificação da aderência aos requisitos legais e regulatórios. Isso inclui:

  • Regularidade fiscal e trabalhista (CNDs, FGTS, INSS, etc.);
  • Atendimentos às normas de segurança do trabalho (NRs);
  • Certificados ambientais e sanitários;
  • Documentação técnica e registros exigidos por agências reguladoras.

Ter clareza sobre os documentos exigidos para fornecedores é vital. 

Esses documentos servem como prova de conformidade e são indispensáveis em processos de fiscalização, auditorias externas e disputas jurídicas. 

2. Certificação de fornecedores

Empresas com alto grau de maturidade em governança operam com fornecedores previamente certificados. A auditoria deve considerar:

  • Certificações de qualidade (ISO 9001, ISO 14001, ISO 45001);
  • Homologações de segurança e qualidade (como a RDC 430/2020 para saúde);
  • Certificações específicas do setor (GFSI, GMP, entre outras).

A ausência de certificações não invalida o fornecedor, mas exige atenção redobrada na análise de seus processos internos, controles e indicadores.

3. Avaliação de riscos ESG e sociais

A auditoria moderna vai além do compliance documental. É preciso avaliar se o fornecedor cumpre práticas de responsabilidade social, ambiental e de governança (ESG). Alguns pontos de atenção:

  • Indícios ou denúncias de trabalho análogo à escravidão;
  • Impactos ambientais não controlados;
  • Falta de políticas internas sobre diversidade, assédio ou segurança.

Segundo artigo publicado pela IBM, práticas socioambientais inadequadas podem comprometer a reputação da empresa e gerar implicações legais, como responsabilidade solidária.

Essas implicações incluem a possibilidade de responsabilidade solidária ou subsidiária, prevista na legislação brasileira, especialmente em contratos de terceirização. 

Como estruturar um processo de auditoria eficiente?

Abaixo, destacamos os principais passos para estruturar um processo de auditoria de fornecedores eficiente. 

1. Estabeleça um sistema de gestão de terceiros

O uso de um sistema de gestão de terceiros digital e centralizado permite padronizar, automatizar e escalar o processo de auditoria. Com ele, é possível:

  • Criar checklists personalizados por tipo de fornecedor;
  • Solicitar, armazenar e rastrear documentos de forma digital;
  • Definir critérios objetivos de avaliação;
  • Monitorar a vigência de certificados e licenças;
  • Gerar relatórios de conformidade por fornecedor, unidade ou categoria.

Esse tipo de solução reduz o esforço manual e aumenta a rastreabilidade e transparência do processo. 

2. Defina critérios objetivos e comparáveis

A auditoria de fornecedores precisa ser estruturada com critérios claros. Para isso, recomenda-se a criação de uma matriz de avaliação com pesos atribuídos a cada área, conforme no exemplo:

  • Conformidade documental (30%);
  • Gestão da qualidade (20%);
  • Segurança e saúde ocupacional (15%);
  • Responsabilidade socioambiental (15%);
  • Capacidade operacional e logística (10%);
  • Performance histórica e indicadores (10%).

Essas notas podem gerar um score final que define ações corretivas, plano de desenvolvimento ou desqualificação do fornecedor.

3. Realize visitas técnicas e auditorias in loco

Apesar da digitalização dos processos, as auditorias presenciais ainda são importantes para validar informações, observar práticas operacionais e verificar condições reais do ambiente de trabalho.

Durante a visita, o auditor deve:

  • Conferir os documentos exigidos para fornecedores;
  • Entrevistar responsáveis técnicos;
  • Verificar instalações e EPIs;
  • Observar processos críticos (produção, armazenamento, descarte de resíduos);
  • Avaliar treinamentos e capacitação das equipes.

Essas inspeções agregam valor ao processo e evitam decisões baseadas apenas em documentos enviados remotamente.

Quais documentos exigidos para fornecedores devem ser checados?

A documentação mínima varia conforme o setor e o tipo de contrato. Contudo, entre os principais documentos a serem auditados, destacam-se:

  • Certidões negativas de débitos (federal, estadual, municipal);
  • Comprovantes de recolhimento de encargos trabalhistas e previdenciários;
  • Alvarás, licenças ambientais e sanitárias;
  • Certificados de qualidade e segurança;
  • Documentos de saúde e segurança no trabalho (PPRA, PCMSO, ASO);
  • Contratos assinados e vigentes
  • Apólices de seguro, quando exigidas;
  • Treinamentos obrigatórios realizados (NRs, LGPD, etc.).

A ausência ou desatualização desses documentos pode indicar falhas na gestão interna do fornecedor e, portanto, riscos potenciais para sua empresa.

Auditoria contínua: a chave para evitar surpresas

Realizar auditorias apenas no momento da homologação não é suficiente. É fundamental adotar uma política de auditoria contínua e monitoramento periódico, com diferentes níveis de controle:

  • Auditorias programadas, realizadas a cada 6 ou 12 meses;
  • Auditorias extraordinárias, motivadas por incidentes ou denúncias;
  • Revisões documentais automatizadas, via sistemas de gestão.

Esse acompanhamento constante é o que permite atuar de forma preventiva, e não apenas reativa, diante dos riscos.

Por que investir na auditoria de fornecedores?

Em um cenário onde riscos trabalhistas, ambientais e reputacionais se tornam cada vez mais visíveis e fiscalizados, a auditoria de fornecedores é uma prática indispensável para empresas que desejam:

  • Reduzir passivos ocultos e não conformidades;
  • Cumprir exigências regulatórias e contratuais;
  • Proteger sua marca e reputação no mercado;
  • Fortalecer a segurança jurídica e operacional da cadeia de suprimentos;
  • Promover relações comerciais mais éticas, transparentes e sustentáveis.

Com um processo estruturado, baseado em tecnologia e critérios objetivos, é possível transformar a auditoria em um diferencial competitivo, e não apenas em uma obrigação burocrática.

Se sua empresa quer aprimorar a gestão de terceiros e garantir conformidade em toda a cadeia, conte com a wehandle para te apoiar no processo.